Um dia no Parque da Mônica

Matéria que fiz para a edição especial do Mauricio de Sousa, para o caderno de Variedades, do Jornal da Tarde. Neste dia eu me fantasiei de Cebolinha e passei um dia no Parque da Mônica. Repare nas fotos. O Cebolinha com o barrigão e na outra, eu com meus colegas de editoria, ao lado dos atores de verdade.

Estava realizando um sonho de infância. Era a primeira vez que visitava o Parque da Mônica e seria em grande estilo. Afinal, iria me fantasiar de Cebolinha. Confesso que quase desisti quando na entrada vi uma fila com umas sessenta crianças. Nunca levei jeito para as artes cênicas. O máximo que me aproximei de uma experiência como essa foi quando me fantasiei de Tio Barnabé para ajudar meu irmão na peça do ‘Sítio do Pica-Pau Amarelo’. Foi traumático.

Respirei fundo e decidi enfrentar a vergonha crônica. Na hora de vestir a fantasia, fui o que mais demorou. Ela não entrava em mim. Concluí, meio deprimido, que precisava emagrecer. “Um Cebolinha gordo? Onde já se viu?”, me criticaram no camarim. Quase todos concordaram, menos eu. Encolhi a barriga e me enfiei na malha de lycra. “Olha ‘plá’ mim”, me disse um dos atores querendo me ensinar alguns movimentos. Estava quase me sentindo o próprio Cebolinha.

Antes de sair do camarim, um grande aviso nos alertava de que, a partir daquele instante, eu não seria mais o Felipe, mas o Cebolinha. Agora, sim, o frio na barriga era devastador. Embaixo daquela máscara, uma gota de suor escorreu pelo meu rosto denunciando meu nervosismo. Respirei fundo mais uma vez e atravessei a porta.

A primeira manifestação do sucesso da turminha foi imediata. Um menino, quando me viu, arregalou os olhos e gritou feliz para o pai: “Olha o Cebolinha!”. E veio correndo tirar uma foto. Aí eu travei. O que fazer? Eu não sabia. O monitor continuou me encaminhando pelo parque e a reação das crianças era quase sempre a mesma.

O medo de errar a pronúncia me fez calar. Disse poucas palavras com receio de não conseguir trocar o “R” pelo “L”. Mas não precisei falar muito também. Isso porque uma turma de aproximadamente 40 crianças que me cercou gritava enlouquecida: “Cebolinha! Cebolinha! Cebolinha!”. Foi emocionante e ao mesmo tempo assustador. Mais uma vez, o monitor me salvou. Mais poses, mais fotos, mais beijos e abraços. A emoção era grande.

O passeio pelo parque já estava quase chegando ao fim quando tive a certeza de que essa era uma experiência que certamente eu gostaria de repetir. No fim das contas, graças aos quilinhos a mais, ganhei um novo apelido: Cebolão.

Foto do Dia

Depois da mulher melancia, da mulher samambaia, apresento-lhes a mulher sofá:

Passo pintando pelas portas e portões

Pedro Paulo  Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais.
Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.

Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém, posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris,  pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo.
Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento,
provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
Povo previdente! Pensava Pedro Paulo…
Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
Paris!Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo perfeita permissão, penetrou pelo portão principal.
Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
Pediste permissão para praticar pintura, porém,praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.
Porque pintas porcarias?
Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar
profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences. Partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém,passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles
profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.
Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando…
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar…
Para parar preciso pensar.
 
Pensei.
 

Portanto, pronto, pararei.

P-O-R-R-*&^&^%%$#$#$

Frase do Dia

SE A NOVA LEI É: BEBEU? NÃO DIRIJA!
ENTÃO, PERGUNTO: QUEM VAI DIRIGIR O BRASIL?

Piadas rápidas

TRANSA MÁGICA
Um cara chega para uma mulher e diz:
- Tá afim de uma transa mágica?
A mulher pergunta:
- Como é uma transa mágica?
Ele diz:
- É muito simples, a gente transa e depois você desaparece.

FESTA DE ARROMBA
O menininho pergunta pra mãe:
- Mamãe, mamãe! Por que você é branca, papai é negro e eu sou japinha…
- Ah, meu filho! Se você soubesse a festa que houve naquele dia…você deveria estar contente por não latir.

VELHOS
Dois velhinhos conversando:
- Você prefere sexo ou Natal?
- Sexo, claro! Natal tem todo ano, enjoa.
    
TRABALHO
No consultório, fim de tarde, o médico dá a péssima notícia:
- A senhora tem seis horas de vida.
Desesperada, a mulher corre para casa e conta tudo para o marido.
Os dois resolvem gastar o tempo que resta da vida dela fazendo sexo.
Fazem uma vez, ela pede para repetirem.
Fazem de novo, ela pede mais. Depois da terceira vez, ela quer de novo.
E o marido:
- Ah, Isolda, chega! Eu tenho que acordar cedo amanhã. Você não!

MARIMBONDO
portuguesinha de 10 anos vai pescar com o pai e volta com o rosto todo inchado.
A mãe, assustada, pergunta:
- Minha filha, que houve?
- Foi um marimbondo, mamãe…
- Ele te picou ?
- Não deu tempo. O papai o matou com o remo.

HERANÇA
O médico atende um velhinho milionário que tinha começado a usar um revolucionário aparelho de audição:
- E aí, seu Almeida, está gostando do aparelho?
- É muito bom.
- Sua família gostou?
- Ainda não contei para ninguém, mas já mudei meu testamento três vezes.

ALEMÃO
A avó pergunta à neta:
- Aninha, como é mesmo o nome daquele alemão que me deixa louca ?
- Alzheimer, vovó.

Rostos dos Objetos

O site fica encontrando nos objetos seus rostos. Bem curioso. Confira. No link mais fotos

Quem gosta de privacidade é mulher feia

Coluna do Tutty Vasques no Estadão. Muito engraçada. No link.

Quem gosta de privacidade é mulher feia

Ambulatório da notícia - Unidade de tratamento para quem sai mal na foto

Tutty Vasques - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O conceito de evasão de privacidade tem se enriquecido ao longo dos tempos com exemplos práticos inimagináveis há 10 ou 15 anos, quando a indústria de celebridades começou a virar negócio de peso no Brasil. Não passava pela cabeça de ninguém a possibilidade, por exemplo, de um cirurgião plástico rachar com uma rainha de bateria a divulgação de foto em que protagonizam uma aplicação de botox. Quem navegou pela internet esta semana pode ter cruzado com a seringa do Dr. Ricardo Cavalcanti espetada na testa de Viviane Araújo. “Eu adoro botox!” - informou a ex-namorada do Belo, através de sua assessoria de imprensa.

Quando ninguém falava ainda “mídia” era muito mais difícil plantar notícias nela. Dia desses, de Paris, a ex-BBB Gyselle Soares acionou seu esquema de divulgação no Brasil com um comunicado que pode virar clássico da evasão de privacidade: atropelada por uma moto, a menina foi levada para casa pelo próprio motoqueiro, e passa bem. Há três décadas, esse tipo de ocorrência em Paris só virava notinha de jornal por aqui se a vítima fosse Brigitte Bardot ou o atropelador, o Allan Delon em pessoa.

Não sei exatamente a partir de quantas aparições no sistema de busca do Google uma aspirante a celebridade se consagra, mas Gyselle Soares é sem dúvida um fenômeno nessa arte: em menos de um ano de exposição pública, seu nome consta de “aproximadamente 432.000″ citações em páginas da internet. Viviane Araújo, cuja fama de mulherão precede a banda larga, tem menos aparições - “aproximadamente 387.000″ -, mas também pode se gabar de estar mais à vista na web do que Ana Paula Arósio (160.000), Marília Gabriela (193.000), Fátima Bernardes (198.000), Cláudia Raia (206.000) e Hebe Camargo (209.000).

Nesse mundo em que a Mulher Melancia já superou a marca de 1 milhão de menções localizadas pelo Google, Adriane Galisteu beira a faixa das 500.000 citações. É, entretanto, imbatível nesse negócio de aparecer quando, como agora, não tem nada para fazer. Fora do ar na grade do SBT e fora de cena no teatro, ela é notícia quase todo dia. Sua vida é uma novela que a gente acompanha mesmo sem querer. Nas últimas três semanas, Adriane Galisteu se superou. Na quinta-feira passada, a loura já acumulava um press cliping impressionante desse período, só com histórias que não interessam a ninguém.

Vou tentar contar de uma vez só sem perder o fôlego: entre os dias 27 de maio e 20 de junho, Adriane Galisteu beijou a aniversariante Luiza Brunet na boca, vestiu terno, gravata e óculos masculinos na festa de lançamento do Audi R8, dormiu com a mãe no hospital no Dia dos Namorados, saiu do show de Ana Carolina alimentando boatos de relacionamento com a cantora, carregou a amiga Iamim Araújo na garupa de sua lambreta no Leblon, foi processada pelo Conselho Regional de Enfermagem por “incentivo ao fetichismo”, meditou na praia, deu entrevista para o programa de João Gordo na MTV e ainda roubou a cena da São Paulo Fashion Week anunciando seu namoro com Alexandre Iódice. Ninguém acreditou, mas e daí?

No futuro, quando todo mundo puder viver seu big brother particular no noticiário, Adriane Galisteu será lembrada como uma revolucionária da evasão de privacidade. A primeira mulher que curtiu o ócio como se fosse o ápice de sua carreira. Tem lá seu valor!

A inveja é uma…
Letícia Weber, a noiva que Aécio Neves estreou no Mineirão, caiu na boca do povo em Belo Horizonte depois da pelada de quarta-feira contra a Argentina. No final do jogo, comentava-se sem qualquer constrangimento entre os convidados do governador: “Ele escolheu a loura mais pé-frio da cidade, sô!”.

Desculpaí, ó!
Benedita da Silva, que pouca gente sabe é secretária de Assistência Social do Estado do Rio, foi a última autoridade a subir o Morro da Providência para se desculpar com a comunidade. Explicou ao pessoal que saiu de casa antes de o ministro Nelson Jobim deixar Brasília, mas pegou o ônibus errado e…

Fidel, o ingênuo
Paula Lavigne não quis sair publicamente em defesa de Caetano, mas acha que, nessa arena que virou bate-boca com Fidel, o ex-marido está coberto de razão. Se o maior pecado do artista baiano fosse “curvar-se ao império”, como acusa o Comandante, francamente, ela não teria se separado dele.

Adeus, tcheca
O brasileiro perdoa tudo numa mulher, menos celulite. A top tcheca Karolina Kurkova virou uma espécie de Dunga da São Paulo Fashion Week. Só não foi vaiada ao dar aquela viradinha na passarela porque reina a hipocrisia no mundo da moda. Ô, raça!

Avisos Paroquiais

Santa ingenuidade ou criatividade?
São avisos fixados nas portas de uma igreja,
todos eles reais, escritos com boa
vontade - porém (má redação).

AVISOS AOS PAROQUIANOS
Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.

AVISOS AOS PAROQUIANOS
Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães,  devem dirigir-se ao escritório do pároco.

AVISOS AOS PAROQUIANOS
Interessados em participar do grupo de planejamento familiar, entrem pela porta de trás.

AVISOS AOS PAROQUIANOS
Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra ‘Hamlet’ de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

AVISOS AOS PAROQUIANOS
Prezadas  senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam os seus maridos!

AVISOS aos paroquianos
Assunto da catequese de hoje: ‘Jesus caminha sobre as águas’
Assunto da catequese de amanhã: ‘Em busca de Jesus’

AVISOS aos paroquianos
O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

AVISOS  aos paroquianos
O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.

AVISOS  aos paroquianos
O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham  nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

AVISOS  aos paroquianos
O preço do curso sobre ‘Oração e Jejum’ não inclui a comida.

AVISOS  aos paroquianos
Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
 
AVISOS aos paroquianos
Lembrem que na quinta-feira começará a catequese para meninos e meninas de ambos os sexos.

Show de Chuck Berry

A lenda viva do Rock and Roll, Chuck Berry, continua mais viva do que nunca e provou isso nesta quarta-feira (18), quando se apresentou em São Paulo, no HSBC Brasil. No palco apenas o essencial para um legítimo show do rock: os músicos, os instrumentos e nada mais. Vestido com um blazer vermelho recheado de paetês e um quepe de marinheiro, a única coisa que Chuck não conseguiu foi fazer o público se levantar das cadeiras.

Em clima de baile dos anos 50, quem se arriscou a levantar e dançar teve que ir para as beiradas da pista para não atrapalhar quem não se dispunha a sair da cadeira. Muitos vestiam terno e gravata e pareciam recém saídos de seus escritórios de trabalho. Se no palco um senhor de 81 anos imprimia o clima de rock, na platéia a coisa não era bem assim, exceto por alguns fãs de Chuck que ostentavam vastos topetes e costeletas estilo Elvis Presley.

O único momento em que realmente a platéia se levantou foi quando Chuck cantou o sucesso Johnny B. Goode. Durante a musica ele ainda ensaiou o famoso passinho “Duck Walk”, em que ele aponta a guitarra para o chão e pula de um pé só. No repertório apenas os grandes sucessos: Maybellene, Memphis, Rock and Roll Music, Sweet Little Sixteen, You Never Can Tell e My Ding a Ling. A maioria ele tocou após os fãs gritarem da platéia as musicas que queriam ouvir.

Para um senhor que inspirou Beatles e Rolling Stones até que sua voz e disposição não deixaram nada a desejar. A título de comparação Berry era como uma pessoa gaga. Quando falava com a platéia sua voz rouca e baixa deixava transparecer a idade, mas quando começava a cantar era imperceptível o peso da idade, assim como um gago quando canta não deixa transparecer sua dificuldade.

No palco ele estava completamente à vontade e a parceria com o baterista brasileiro Maguinho Alcântara, recrutado apenas para a turnê brasileira, estava afinada. Bastava uma troca de olhares entre Berry e Alcântara para um saber o que o outro queria tocar. Quem estava mais atrás, no entanto, teve dificuldades para ouvir os solos de Berry. Com uma regulagem aquém do esperado o som chegava lá como a mesma intensidade de um som portátil.

Antes de terminar Chuck pediu que subissem ao palco algumas meninas e mulheres que o ladearam e dançaram ao som de Johnny B. Goode e My Ding a Ling.

O show começou religiosamente no horário, as 21h30, e por conta dos constantes atrasos que costumam acontecer nos eventos realizados nas casas noturnas de São Paulo, parece que o público ficou mal acostumado e não chegou a tempo. Quando Berry arranhou os primeiros acordes a casa ainda não estava totalmente preenchida.

Neste ponto Berry sentiu o peso da idade e fez exatamente 01h06 de show. Muitos nem tinha acabado de tomar a sua primeira latinha de cerveja quando o ele saiu do palco. Aí foi a vez do público reclamar. Alguns até brincaram dizendo que o show tinha sido tão rápido que ainda daria tempo de ver o segundo tempo do jogo do Brasil X Argentina.

Mas, convenhamos, para quem tem 81 anos e inventou o rock até que não é nada mal.


O vídeo que fiz do show.

Marketeiro das “bonecas”

Nos anúncios Classificados de um jornal do interior fluminense, eis que encontro os criativos anúncios de Relax, agora com motivos Juninos. Eita ! Os números são reais e o DDD é 24. Aproveitem!

ROSINHA 9826-6600
Venha comer minha canjica, provar o meu quentão e assar sua espiga na minha fogueirinha. Arraiá da sacanagem.
Mª DE SALVADOR 8813-7850
Venha sentir o gosto da verdadeira pimenta baiana. Sinta o calor do vatapá, prove o meu carurú e derreta-se de tesão comendo meu acarajé.
MILENA 9859-1087
Ei amores sou uma fogueira na cama, oral inesquecível e anal maravilhoso. C/local.

Quem vai querer um autógrafo?

Abaixo reproduzo a crônica que escrevi (publicada hoje no Jornal da Tarde) sobre a noite de autógrafos do livro do Paulo Maluf - “Ele Maluf, Trajetória da Audácia”.
Sabe aquele comentário: “A gente é pobre mas se diverte”, então…

 

QUEM VAI QUERER UM AUTÓGRAFO?

O frio, que lá fora beirava os 9ºC, não espantou as 1.500 pessoas que compareceram, na segunda-feira (16), à noite de autógrafos do livro Ele Maluf, Trajetória da Audácia. Com tiragem inicial de 10 mil exemplares, foram vendidos, somente naquela noite, 806 unidades e a grande maioria aguardava na fila a oportunidade de receber uma dedicatória do deputado federal. Nem todos, entretanto, eram eleitores do político. Personagens como Daniele Alves, a Mercenária do Funk, e Francisco dos Santos, o Bigode, aguardavam a sua vez.

Políticos acompanhados de seus filhos, todos empertigados em seus ternos, e madames ostentando casacos de pele do quase extinto mink também se faziam notar. Os únicos que não sabiam como agir eram os seguranças. Ao pé do ouvido um comentava com o outro que nunca tinha recebido tantas “carteiradas” na vida. “É muita gente se dizendo ‘doutor’ e querendo furar fila.” A saída foi organizar duas fila, uma para as “autoridades” e outra para o povão. A das autoridades andava mais rápido.

Paulo Maluf era a celebridade da noite e os curiosos se espremiam junto aos jornalistas para tentar tirar uma foto da câmera do celular. Apenas em dois momentos as atenções saíram do político e miraram o repórter Danilo Gentili, do programa CQC, da Band, e depois Amaury Jr., da Rede TV. Para o colunista social, uma homenagem anônima. Algum funcionário da livraria não perdeu a oportunidade e colocou para tocar no sistema de som a trilha sonora de seu programa, a música Nice and Slow, e alguns curiosos cantarolaram o refrão: “Ô, ô. Ô, ô. Ô, ô”.

“Não voto no Maluf, acho que existem algumas denúncias contra ele que devem ser apuradas”, comentava, na fila, um estudante que, mesmo assim, esperava receber um autógrafo. Ao lado dele, um senhor de meia idade respondia com ar sério e imponente: “Ele realizou muitas obras”. Um pouco mais à frente, outro que furava a fila era o rabino Henry Sobel. “Nunca parei para pensar se votaria no Maluf, sou gringo, não voto aqui. Vim como amigo”, disse, aos jornalistas. Ele, a propósito, comprou o livro.

Sem caráter eleitoral
Com 240 páginas, o título é um relato que Maluf fez ao jornalista Tão Gomes Pinto. Ele traz ainda fotos do acervo pessoal do político e das obras que realizou. Maluf, no entanto, negou que o livro tenha caráter eleitoral. “Conto no livro um pouco dos bastidores da história política do Brasil que ainda não foi escrita”, explicou Maluf, negando pretensões de se candidatar à Academia Brasileira de Letras. “Se fosse Deus, eu daria mais 20 anos para a Zélia Gattai (morta em 17 de maio) continuar viva.”

Sobre o episódio de sua prisão, Maluf destacou que políticos como Washington Luís, Juscelino Kubitschek e também o presidente Lula já foram presos, sem detalhar que todos foram presos políticos. “Por isso, eu ainda tenho esperança.”

Tão Gomes Pinto afirmou não ter receio do fato de seu nome ser associado ao de Maluf. “Justamente por isso que a história dele deve ser contada. Ele é um personagem que já teve uma série de altos e baixos e quase foi eleito presidente da República. Para a grande maioria, ele passa a impressão de que é antipático, arrogante e às vezes grosseiro, mas, depois de conversar com ele, você percebe que é muito engraçado.”

Frase do Dia

Um famoso ditado irlandês:

“Resolvi não ser um homem comum… tenho o direito de ser incomum - se conseguir… Eu procuro uma oportunidade, não segurança… Quero assumir um risco calculado; sonhar e construir, falhar e vencer… recuso-me a trocar o estímulo por uma esmola… Prefiro os desafios da vida a uma existência pacata, a emoção da conquista à pasmaceira da utopia…”

Ilusão de ótica - Einstein - Marilyn Monroe

Por isso o Ronaldo fez o que fez, teve uma ilusão de ótica!!!

Se você olhar essa imagem de perto verá Albert Einstein. Mas se você se afastar cerca de 5 metros verá Marilyn Monroe.

Em algum lugar do passado

Já marcava 20h30 quando o professor dispensou a turma para o intervalo. “Gente, vamos respeitar o tempo e retornar para a sala na hora certa”, avisou aos alunos. Éramos todos universitários e mesmo não estando mais no segundo grau o horário do intervalo sempre foi um alento. Ainda mais para mim, que sempre aproveitava o tempinho para visitar meu avô. A casa dele ficava do outro lado da rua e meu pai me incentivava a ir para lá jantar. “É uma maneira de você evitar comer porcaria na rua”, dizia. Mas, mais do que isso, era um tempo que para mim era mais do que sagrado, era o momento de ver e conversar com meu avô.

“Ô Felipe, não vai lá hoje não. Vamos ficar aqui na cantina conversando”, diziam alguns amigos, mas a vontade de ver meu avô era maior. Para isso bastava atravessar a rua, pegar o elevador e apertar o número 8. Alguns segundos depois lá estava eu de frente para a porta tocando a campainha. Na maioria das vezes eu chegava e meu pai e meu avô já estavam na mesa jantando. Desta vez não foi diferente. Dei um beijo na testa do meu avô, contei para ele algumas amenidades (alguma coisa qualquer) e ele disse sorridente: “Mas que beleeeeza!”.

Então eu me sentei a mesa, peguei um prato no armário e abri um pote de palmito que pretendia comer sozinho. “Me arruma um palmito aí”, reclamou meu pai. Enquanto eu me virava para pegar o azeite, ele surripiou um palmito do meu pote. Não reclamei porque naquele dia tinha estrogonofe, e eu adoro estrogonofe.

Depois de comer fomos para a sala. O vô não gostava do sofá (até porque ele era monopolizado pela minha avó) por isso ele sempre se sentava no canto esquerdo da sala, bem embaixo da estante de livros. Um desses livros, com o título “TUDO” se destacava mais do que os outros por conta da sua larga brochura. Ele não gostava de se sentar na poltrona nova que tinha comprado a poucos dias, preferia se sentar em uma cadeira dessas de escritório. A cada ano ele trocava a cadeira. A deste ano tinha o estofado todo vermelho.

Então o Jornal Nacional começou e o vô ficou prestando atenção nas notícias. Não sei se o movimento era involuntário mas ele ficava com as duas mãos em cima dos joelhos fazendo movimentos do tipo “para cima e para baixo” simultaneamente. Em casa ele só vestia pijamas e desta vez ele estava usando um branco com listras pretas. O pijama era de botões e por ser confortável deixava a mostra um pedaço do peito. Ali aparecia uma cicatriz que ele “ganhou” nos anos 70 quando fez uma cirurgia no coração. “É um absurdo você usar dentro de casa a roupa que você usa na rua. Ela é suja. Faz o seguinte, se você não tem pijama, escolhe uma roupa qualquer só para usar dentro de casa”, ele me disse uma vez.

Invariavelmente ao lado dele repousava sob um guardanapo um copo de Coca-Cola light com muito gelo. Desta vez o copo estava apoiado em cima de um banquinho. No passado ele bebia a diet, mas hoje não se fabricam mais deste tipo. Mas, muito mais no passado, no lugar do copo de Coca-Cola ficava um copo de whisky, isso antes de ele se submeter a cirurgia. “Sempre gostei de whisky com muito gelo. Depois da operação no peito eu parei de beber álcool e passei a tomar Coca-Cola com muito gelo. Cheguei a conclusão de que eu não gostava nem de um nem de outro. Eu gostava mesmo era do ‘muito gelo’”, explicava entre um gole e outro de Coca (com muito gelo).

“Vô, na Groenlândia eles falam sueco, não é?”, perguntei entre um bate-papo e outro. Ele respondeu prontamente: “Não, lá eles falam dinamarquês”. “Mas eu tenho certeza que é sueco”, retruquei. Ele não se fez de rogado e tirou a copo de Coca do banquinho, me mandou segurar o refrigerante e subiu no banquinho para procurar um almanaque nas estantes de livros. Depois de alguns segundos folheando ele achou o verbete “Groenlândia” e me entregou provando que ele estava certo. Até hoje quando tenho dúvidas e vou procurar alguma coisa na biblioteca eu lembro dele me mostrando no livro as respostas certas. Mais surreal do que isso era a minha avó (que até então estava quieta) quando sem querer eu deixei escapar “O XV de Piracicaba goleou por 3×1 o Asa de Arapiraca ontem pela Copa do Brasil”, e ela respondeu “Foi 3×2 e foi pelo Campeonato Brasileiro Série B”. Assustado eu olhei para ela imaginando como ela sabia disso.

Então o Jornal Nacional acabou, o William Bonner e a Fátima Bernardes deram o tradicional “Boa Noite” e assim como 40% dos telespectadores brasileiros que assistem ao Jornal, meu avô também respondeu ao “Boa Noite” do William, como se ele pudesse ouvi-lo. O relógio de carrilhão no corredor bateu 21 horas (que o vô dava cordas mensalmente “primeiro a corda do lado esquerdo, depois do direito e depois a corda do meio”, ensinava). Nem tinha visto a hora passar, mas já estava na hora de voltar para a aula. Aí eu pensei: “Quer saber, não vou voltar coisa nenhuma”. Juntei minhas coisas e desci a rua. Queria voltar para casa e ver minha mãe.

Depois de uns 15 minutos de caminhada e uma friaca danada na cidade eu cheguei em casa. Flagrei o porteiro colando um aviso recheado de erros de português na porta do elevador, ignorei o recado e subi ao quinto andar. Em casa minha mãe estava no quarto deitada fazendo crochê e vendo televisão. “Tá com fome, meu filho? Tem comida na geladeira”, sempre me dizia quando chegava da faculdade. Não estava, tinha jantando na casa do vô, mas tava afim de tomar café e comer biscoito. E lá foi ela para a cozinha fazer café para mim. “Comprei pão, requeijão e queijo prato”, lembrou. Depois do café fui me deitar na cama dela para ver televisão e quando estava quase dormindo ela mandou eu ir para o meu quarto. Fui para o quarto mas já tinha perdido o sono. Tinha perdido mesmo, porque eu acordava e via que o ano já não era mais 2003 e sim 2008 e o dia tinha sido apenas mais um sonho.

Meu avô morreu em 07/06/2004
Minha mãe morreu em 16/10/2005

Vivo para trabalhar

Não fui eu que escrevi o texto abaixo, mas bem que poderia ter sido. É só mudar os lugares, ao invés da banca de jornal da Venâncio Aires, pela banca de Jornal da Praça Delegado Amoroso Neto. E o pior, o Campo de Marte ainda fica aqui perto, caso um avião resolva cair. No mais, eu acordo e vou dormir pensando no trabalho…

Eu vivo para trabalhar

Por Daniel Brito

Todo dia eu faço tudo sempre igual, me sacudo às 8h da manhã….

Desço na banquinha, na Venâncio Aires, sete andares abaixo da minha janela, e compro o JT e o Estadão. Leio o caderno de esportes dos dois de cabo a rabo. Vejo as fofocas em Variedades no JT, folheio as notícias sobre o trânsito e passo para o Estadão. Leio as colunas do caderno de Cultura, as críticas de cinema e passo para Economia. Passo os olhos no noticiário, demoro mais cinco minutos no caderno de cidades e vou para o primeiro caderno. Leio a editoria de Internacional, dou uma bizurada em política e paro nas páginas 2 e 3 para ler Opinião.

Enquanto acesso aa internet, ligo no SporTV para saber o que rolou nos outros jornais. Almoço pensando na pauta do dia e chego no jornal com pelo menos um texto na cabeça.

Depois de oito, nove horas de expediente, volto para casa pensando no que escrevi.

Resumindo: eu vivo para trabalhar.

Dizem que os cariocas são os que melhor sabem viver, porque, sabem exatamente o que fazer quando não estão trabalhando. Vão malhar, vão correr com o cachorro na praia, vão remar na Lagoa Rodrigo de Freitas, vão tomar UM chopp, vão escalar a Pedra da Gávea…opção não falta!

Eu realmente admiro as pessoas que sabem encaixar a vida normal aos horários do trabalho. Porque, no final das contas, todo mundo vive para trabalhar. No meu caso, eu não reclamo porque fico muito satisfeito quando produzo algo novo. E o jornalismo me dá essa possibilidade.

Não é o caso de um cara que trabalha numa empresa de contabilidade, que passa 15 dias preparando um balancete, ou até mesmo um arquiteto - que é uma profissão sensacional - que demora meses produzindo um super-prédio no estilo neo-clássico. Ou até mesmo um bancário, que todo dia salva ou mata vida de um monte de gente, mas faz algo todo dia, nao é verdade, Da Silva?

No jornalismo tem aquela história de que tem que ser “repórter 24 horas por dia”. Se cair um avião aqui em cima da banquinha na Venâncio Aires, agora de madrugada, eu vou lá embaixo apurar de qualquer maneira e NÃO vou cobrar hora extra. Muito pelo contrário.

Bom, deixa eu encerrar o assunto de hora extra nesta linha porque isso é muito controverso para jornalistas.

Aliás, se cair um avião na banquinha da Venâncio Aires, minha rotina vai mudar porque vou ter que procurar outro lugar para comprar o jornal.

Anyway, minha vida é regida pela redação. Pelos horários, temas, furos sofridos, entrevistas para cavar…

Todos os dias eu chego aa conclusão de que poderia ter feito muito melhor daquele jeito ou daquele outro. Durmo pensando no texto que vai ser publicado, para no outro dia acordar aas 8 da manhã e começar tudo de novo!

O mundo está de cabeça para baixo

O mundo está de cabeça para baixo

Roger Cohen*
No Rio de Janeiro

Durante algum tempo o mundo foi plano. Agora ele está de cabeça para baixo.

Para compreender isso, inverta sua forma de raciocinar. Veja o mundo desenvolvido como dependente do mundo em desenvolvimento, em vez do outro modo. Entenda que dois terços do crescimento econômico global no ano passado vieram dos países emergentes, cujas economias vão se expandir cerca de 6,7% em 2008, contra 1,3% para os Estados Unidos, o Japão e os países da zona do euro.

A drástica elevação nos preços de energia, commodities, metais e minerais produzidos principalmente no mundo em desenvolvimento explica parte dessa mudança. Isso criou os superávits de balança de pagamentos que abastecem a enxurrada de dólares para os ricos fundos soberanos em países como a China. Eles se divertem escolhendo uma participação na BP aqui, uma parte do Morgan Stanley ali e, porque não, umas lascas na Total.

Nós, espécies paleolíticas do mundo desenvolvido somos alvos das críticas dos novos ricos agora, com nosso papel de predador exaurido. Os Estados Unidos e a Europa poderão em breve necessitar de toda a caridade que conseguirem obter.

Para dar uma idéia melhor dessa inversão, ajuda estar no Brasil, onde o inverno (forma de falar) chega com o verão no hemisfério norte, e o otimismo econômico, tão exuberante quanto a vegetação, aumenta no mesmo ritmo acelerado das execuções de hipotecas nos Estados Unidos.

Imensas descobertas de petróleos nos campos em alto mar, um boom no etanol de cana-de-açúcar, vastas reservas de terras aráveis não utilizadas, riqueza mineral e abundante água fresca contribuem para o entusiasmo brasileiro. Mas os recursos naturais formam apenas uma parte da história. Como na China e na Índia, um mercado interno em expansão está impulsionando o crescimento. Da mesma forma, está aumentando a sofisticação corporativa e a ambição global.

No Fórum Nacional anual - uma reunião de líderes empresariais - senti-me como um insignificante representante do primeiro mundo enquanto os líderes da companhia nacional de energia Petrobras (maior que a BP, a Shell e a Total) e Companhia Vale do Rio Doce, ou CVRD (a segunda maior mineradora do mundo), despejavam estatísticas assombrosas.

A Petrobras, que está à frente do vigoroso esforço do Brasil em direção à auto-suficiência depois da pesada dependência de petróleo importado, há 30 anos, vai mais que duplicar a produção de petróleo para 4,2 milhões de barris diários em 2015, dos atuais 1,9 milhão de barris.

“Com as mais recentes descobertas, o Atlântico Sul vai se tornar um imenso produtor de petróleo”, prevê José Sérgio Gabrielli de Azevedo, seu principal executivo.

Roger Agnelli da CVRD dispensa os Estados Unidos (”tem muitas dívidas”) para concentrar-se nas ambições da empresa na Ásia. É imperativo estar lá, ele disse, porque é lá que estão o crescimento, o capital e a ambição. A China, ele observou, responderá por 55% do consumo de minério de ferro, 31,6% do níquel e 42% do alumínio até 2012. Não é preciso dizer mais nada.

Como muitas outras grandes corporações dos mercados emergentes, a CVRD está realizando uma série de aquisições. Não são apenas os fundos soberanos que estão adquirindo empresas no primeiro mundo hoje em dia. São os novos gigantes do NAN (”Newly Acquisitive Nations” ou países recém-compradores).

As fusões e aquisições nos mercados emergentes estão em alta de 17% no ano, crescendo para US$ 218 bilhões, enquanto no restante do mundo estão em queda de 43%, para US$ 991 bilhões, segundo a Thomson Reuters.

O Relatório de 2007 sobre Investimento Mundial da Unctad disse que o investimento estrangeiro direto no mundo em desenvolvimento totalizou US$ 193 bilhões em 2006, em comparação com a média anual para a década de 1990 de US$ 54 bilhões. Os números para os EUA em 2006 foram de US$ 216,6 bilhões.

A CVRD comprou a Inco do Canadá, uma mineradora de níquel, por US$ 17 bilhões em 2006. Quase comprou a mineradora anglo-suíça Xstrata por US$ 90 bilhões este ano. Na semana passada, a Vendanta Resources da Índia, chegou a um acordo de US$ 2,6 bilhões para a compra da mineradora norte-americana de cobre, Asarco. Esse acerto está sendo contestado pelo Grupo México, criando um combate latino-americano-asiático por uma empresa dos EUA.

Se você está achando difícil compreender isso, tente ficar de cabeça para baixo.

Essa também é uma boa posição para se apreciar a compra da Land Rover e Jaguar, da Ford, pela Tata Motors da Índia por US$ 2,3 bilhões, ou a aquisição, pela Tata Steel, no ano passado, da siderúrgica anglo-holandesa Corus Group, por US$ 12 bilhões.

A globalização agora é uma via de mão dupla; na verdade, é uma rua indiana com o tráfego insinuando-se em todas as direções.

“Em um mundo invertido, não só as economias em desenvolvimento tornaram-se forças dominantes nas exportações globais, no espaço de uns poucos anos, como suas empresas estão se transformando em importantes players na economia global, desafiando os poderosos que dominaram o cenário internacional no século 20″, disse Cláudio Frischtak, economista e consultor brasileiro.

A mudança que está acontecendo no poder econômico tem implicações que ainda não foram captadas pelo mundo desenvolvido. Claro que o G-8 e a constituição dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU precisam ser mudados para refletir essa mudança. O século 21 não poderá ser conduzido com instituições do século 20.

Isso é óbvio. Menos óbvio é saber como os Estados Unidos, que garantem a segurança global a um grande custo, começarão a dividir esse ônus, para que a nova multi-polaridade de riqueza seja refletida em uma multi-polaridade de compromissos.

A postura de lótus (em Yoga, apoiando-se sobre a cabeça) é adequada para o próximo presidente dos EUA.

*Roger Cohen é editor do The International Herald Tribune

Idiotas da Subjetividade

Do blog Sopa de Tamanco

NELSON RODRIGUES REVISITADO

Poucos se deram conta, mas o fato é que teve início

há algumas semanas a era dos idiotas da subjetividade.

O Parmeira perdeu – não foi o Sport que ganhou.

Marina Elali

Sim, podem me acusar de alienado, mas até ontem eu nunca tinha ouvido falar da Marina Elali. Fui descobri-la ontem, cantando no Faustão.

De apenas 26 anos, Marina, que nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, já gravou dois discos e tem músicas em trilha sonora das novelas da Globo. Participou do programa Fama, mas não ganhou. É formada em música por uma das melhores escolas de músicas do mundo a Berklee College of Music (mesma escola onde se formou o João Brasil, hehehehe). De qualquer modo com todo esse currículo (e bota currículo nisso, olha as fotos!) eu nunca tinha ouvido falar dela. Enfim, me redimo agora, elegendo-a a musa da borracharia desta semana.

Verdadeiro F.D.P

Fui a uma loja hoje de manhã e estive lá por uns 5 minutos. Quando eu saí, vi um marronzinho (guardinha de trânsito), com sua motocicleta, todo prepotente (eles se sentem A “otoridade”) preenchendo uma multa.

Corri até ele e soltei o famoso:

- Peraí, amigão, não faz isso não, dá uma chance!

Ele me ignorou e continuou escrevendo a multa.

Então eu o chamei de metido a polícia!

Ele me olhou e, sem dizer nada, deu uma olhada em um dos pneus do carro e começou a fazer outra multa.

Então eu falei:

- Que merdinha de profissão a sua, heim?

Ele começou a escrever uma terceira multa! Foram mais uns 5 minutos ali, discutindo ou tentando discutir.

E quanto mais eu reclamava, mais o prepotente fazia multas e preenchia.

Depois que eu vi que aquilo não iria resolver, saí dali e fui pegar o meu carro no estacionamento, na outra quadra.

O importante mesmo é ter tentado ajudar! Faça isso sempre que possível!

Você sentirá a alma lavada!

O valor dos maiores de 50

Os maiores de 50 têm mais valor que qualquer outro grupo etário:

Têm prata nos cabelos.
Ouro nos dentes.
Pedras nos rins.
Chumbo nos pés.
Ferro nas articulações.
E uma fonte inesgotável de gás natural !

Pombas!


Foto publicada na coluna CurioCidade do Jornal da Tarde.

Parece até coisa de português, mas não. O flagrante de hoje foi feito na entrada do supermercado Chocolândia, no Ipiranga. A placa reproduz o texto da lei estadual de 1994. Cachorro e gato até vai, mas pombos? Alguém já tentou entrar com pombos? Quem foi o deputado que escreveu essa leia? Aliás, o que seria um animal estranho? Um ornitorrinco?

São Paulo tem dessas coisas. Outra coisa que eu não entendo aqui é que em todos andares de todos os prédios tem uma placa ao lado do elevador que diz assim: “Antes de entrar no elevador verifique se o mesmo encontra-se parado no andar”. Como assim? Será que ninguém olha para o elevador antes de entrar?

Como dizem por aqui até parece uma OP (Operação Portugal)

Sobre o MSN

Um texto bacaninha que recebi por email.

Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN’s.Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.
 
O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo Abadá do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro.
 
Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa.
 
Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…
 
‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick ‘O fim de semana promete’. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas.
 
O pior é que você conhece o casal e está no meio desse ‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
 
‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande - SP ?
 
‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’ acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O Asa Arreia’ na época do carnaval.
 
Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
 
‘Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço.
 
Com certeza.’Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).
 
‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha matriculando o moleque na natação’.
 
‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer ‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.
 
‘Galinha que persegue pato morre afogada’ acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.
 
‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.
 
‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
 
‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
 
Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções ‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!!
Vamos facilitar!!!!

Ponte Estaiada

Terminei de ler “O Ensaio Sobre a Cegueira” e depois que vi o teaser e algumas fotografias sobre o filme fiquei morrendo de vontade de assistir. Alguns dias atrás passei por lá e com o meu celular eu fiz uma foto da ponte. Aproveito para publicar também a cena do “Ensaio Sobre a Cegueira” onde os personagens atravessam a ponte quando ela ainda estava em construção.

 

Diogo Mainardi no Pânico na TV

Quando o pessoal do Pânico disse que iria entrevistar o Diogo Mainardi eu fiquei imaginando a cena. Não resisti a tentação e liguei para uma amiga que o conhece. “Será que ele vai falar”, perguntei. Ela riu e disse: “Vai saber né!?”. O resultado você vê abaixo. Muito engraçado.

Ipê Roxo

Enquete rápida: 10 em 10 paulistanos, meus vizinhos, não repararam que o ipê roxo na praça em frente de casa está florido nesta época do ano. Aqui as coisas são tão corridas e a vida passa tão apressada que eles pouco tem tempo para reparar nessas coisas. Bem ali, a menos de 100 metros da Marginal do Tietê uma bela árvore como essa e ninguém para reparar…

Entrevista - Bibi Ferreira

Confira clicando aqui - a entrevista que fiz com a Bibi Ferreira para a edição especial do caderno de Variedades do Jornal da Tarde.

Caso Nardoni

Equipes de TVs com suas ilhas móveis de edição fazendo plantão em frente ao Fórum no dia do primeiro depoimento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Estava caminhando para o trabalho e vi o pessoal ali em frente e não resisti a uma foto.

Vô Haroldo

Abaixo reproduzo o texto que escrevi para o meu avô e que foi publicado no UBM Notícias deste mês.
Veja o aqui o PDF

Haroldo Carvalho Cruz morreu há quatro anos em uma tarde do dia 7 de junho. Se estivesse vivo, em março completaria seu 84º aniversário. Ele sempre gostou de comemorações e certamente a data não passaria despercebida. Sairíamos para jantar fora ou mesmo para comer um bolinho na sua casa. Ele nasceu no dia 22 de março de 1924 e fazia questão de dizer que não gostava do ano do seu nascimento. “Prefiro dizer que nasci no ano de 1923 e meio”, brincava. Por causa dessa brincadeira eu decorei a data de seu nascimento.

O ano que meu pai nasceu, entretanto, eu ainda não consegui decorar. Meu pai brinca que nasceu quando a Sobeu foi fundada, portanto há 47 anos. Feita as contas, se eu não errei nos cálculos, foi no ano de 1961. Mas, vocês estariam se perguntando, porque eu estou falando das datas de nascimento de Haroldo Carvalho Cruz e do meu pai? Já respondo.

Haroldo Carvalho Cruz foi bancário, comerciante, professor, representante comercial, empresário, educador e, mais importante, foi meu avô, pai do meu pai. Apesar de ter sido presidente da Sobeu desde 1961 e reitor do UBM de 1998 até a sua morte, não gostava do título de Magnífico que todo reitor ostenta. Preferia que o chamassem de professor, em alguns casos, apenas um bom amigo. Este era Haroldo, pai do Haroldinho e meu avô.

Quando recebi a notícia de sua morte, saí do hospital e olhei para o céu. A noite estava chegando e tinha uma coloração que os artistas costumam chamar de Vanilla Sky (céu de baunilha). Olhando para a paisagem, que estava linda por sinal, comecei a pensar no meu avô. Ele era um grande admirador e apoiador das artes, idealizador do Bosque Ecológico, do Coral e do Quinteto de Metais do UBM, no dia em que nos deixava seria recepcionado no céu com uma paisagem digna de quadros de Van Gogh e Monet. Certamente alguém lá em cima estava retribuindo o incentivo que Haroldo havia dado para as artes.

Se o céu do Paraíso, quando meu avô chegou lá, estava realmente como um quadro de Van Gogh eu não posso afirmar. Mas certamente ele foi para lá. Católico, freqüentava periodicamente as missas. Sempre que nos despedíamos dele, ouvíamos a frase: “Deus vos abençoe, vos conserve um santinho e lhe dê juízo. Amém”.

Por muitos anos cantou no coral das igrejas que freqüentava e durante muito tempo cantou em casamentos. Compôs músicas nunca gravadas e poemas nunca publicados. As maiorias dessas composições não ficariam nada atrás de grandes de sucesso de hoje em dia. Tinha o simpático hábito de enviar flores e telegramas para as pessoas em datas especiais. Existem algumas que foram lembradas por mais de 30 anos consecutivos.

Quando meu avô foi homenageado postumamente pela Academia Barramansense de História, um dos diretores disse que uma pessoa só morre de fato no dia em que ninguém mais se lembrar dela. No dia em que ninguém mais falar o seu nome ou souber de sua existência, aí sim, neste dia esta pessoa terá morrido. Haroldo Carvalho Cruz morreu fisicamente, mas continuará vivo na lembrança e no legado que deixou.

Ele estará vivo em cada um dos milhares de alunos que se formam no UBM todos os anos, em cada uma das pessoas que ele ajudava anonimamente (e que só ficamos sabendo que ajudava depois que ele morreu) e principalmente em mim, que a todo instante me lembro dele, em tudo que faço, seja em casa, lendo um livro, ouvindo uma música ou trabalhando.

Tenho certeza que ele também vive na lembrança das pessoas queridas que ele deixou, suas irmãs Therezinha e Ignez e seu irmão Guilherme, minha avó Antonieta, meu pai, meus irmãos, minha Tia Tiquinha e meus primos. Infelizmente ele não viveu para conhecer minha irmã e dois bisnetos que, certamente, por meio de nós saberão quem foi o vô Haroldo e tudo que ele significou para a gente.

Tudo azul…

O ar que eu tô respirando aqui em São Paulo. Socorro!
Poluição cobre a cidade de São Paulo: sem previsão de chuva, umidade do ar prevista para hoje à tarde é de 30%, o mínimo aceito pela Organização Mundial da Saúde. A foto abaixo foi feita ontem.

Britney Spears Brasileira

Total trash. Isso que dá ser país de terceiro mundo.

Malemolência da Catilogência

Tive a honra de entrevistar o mestre, o único, o cantor brega Falcão. Não resisti e perguntei a ele, o que afinal significa “Rumos da Catilogência”. Eis a resposta:

Eu junto com o Xangai, cantor lá da Bahia que canta música séria, criamos esse neologismo. Ele gosta muito de brincar. E eu resolvi brincar dizendo que ele é muito inteligente, sabe até os rumos da catilogencia.
É uma mistura de Catiguria com inteligencia. O cara que mistura os dois é supra-sumo da inteligencia.
Eu procuro ser um cara muito catilogênico.
No Brasil nós temos um perigo muito grande, porque os políticos usam a catilogência que eles têm para o mal.
Na música, como bom exemplo, eu poderia citar Caetano Veloso.
Agora, quem tem grande catilogência e ao mesmo tempo usa da malemolência, é o nosso amigo Zeca Pagodinho.

Mônaco

Imagine a cena: Você mora num principado as margens do Mediterrâneo, é milionário e vive próximo dos mais desenvolvidos países europeus. Lá você não paga imposto e uma vez por ano o país se transforma em uma pista de Formula 1 - Carrinhos vermelhos da Ferrari passam a 300km/h.

Isso, quer dizer, se você tiver uma casinha próxima ao traçado do circuito, dá para ver tudo de pertinho. Para ficar perfeito o que falta? Uma mulher de biquini e uma cerveja.

Já não falta mais nada.

Humor Negro Total

Dei boas risadas hoje lendo o blog do Walter Carrilho. O que uma visão sarcástica da realidade não faz, não é mesmo?

A primeira é a foto que ele usou para ilustrar o caso Isabela e dizer: “se vocês acham que viram tudo sobre o Caso Isabela, vocês ainda não viram nada!”.

A segunda foto é sensacional. Os três ex-presidentes da república ainda vivos, com exceção de Itamar, num gesto como se fizessem referência ao governo Lula. Mas Carrilho pensou em outra legenda. Bem mais engraçadas, evidentemente.

-“Tá bom, vamos ver quem tem o maior bilau”

-Fernando Collor ganha a competição de alongamento por um nariz de vantagem

-“Porra,FHC, falei para não abusar do acarajé! Agora quem vai limpar essa merda?”

Três ex-presidentes reunidos? Devia ser dia de bingo… 

Reportagem de guerra

Uma vez eu disse para o meu pai que queria me mudar para Israel para ser correspondente de guerra. Ele me respondeu assim: “Fica no Rio de Janeiro mesmo. É a mesma coisa e você ainda pode voltar para casa todo final de semana”. É… faz sentido.

Mais uma do Ronaldinho

Sabe qual é a semelhança entre o Ronaldinho e o Flamengo?

Ambos saíram para a farra achando que a noite ia ser um máximo e acabaram levando de três.

Show do Rebelde em SP

O coração de Agda Cristina da Silva Moraes, de 18 anos, já foi ocupado pelos meninos do Bro’z e do KLB. Hoje, Agda jura que só tem olhos para Anahí, Alfonso, Christopher, Dulce Maria, Maite e Christian, do sexteto mexicano Rebelde. A paixão é tanta que ela tatuou no corpo os nomes dos integrantes e há 40 dias reveza com outros fãs, em frente ao Via Funchal, um lugar na primeira fila. Há uma semana do show, ela e pelo menos outros 30 fãs entre 15 e 21 anos tomaram uma decisão drástica: não arredar o pé da porta e fazer vigílias de 24 horas. “Amamos o Rebelde e sabemos que vai lotar. Por isso decidimos garantir um lugar embaixo do palco”, diz.

O sacrifício de Agda chegará ao fim hoje, às 20h, quando o grupo subir ao palco na terceira vez que eles se apresentam no País. Os mexicanos fazem também outras duas apresentações amanhã, às 14h e às 19h. Agda sabe que o lugar na frente não está garantido, afinal, o convite dela é para a pista, mas mesmo assim pelo Rebelde ela enfrenta o frio, que a noite beira os 9 graus C e o desconforto de dormir na rua. “Quando o Bro’z acabou ou sofri muito. Sei que o RBD pode acabar um dia também, mas estou preparada para isso”, diz. Na fila tem gente do interior de Minas Gerais e até de Maceió. “A gente se conheceu pela internet”, explica uma das fãs mais velhas, a mineira da pequena cidade Monsenhor Paulo, Any Elaine, de 27 anos.

Além do desconforto, os fãs que decidiram ficar na porta do Via Funchal enfrentam outras dificuldades. Roubaram de Agda R$150 e ela ainda perdeu o emprego. Outro fã, Carlos Eduardo de Oliveira, de 18 anos, repetiu de ano no colégio e teve seu tênis roubado. Ele também tem tatuado o RBD no corpo e desembolsou mais de R$800 para assistir as três apresentações do grupo em São Paulo e as outras que eles irão fazer no Rio de Janeiro. Para passar o tempo o grupo se diverte contando histórias dos shows anteriores e quando vem a fome ou a vontade de ir ao banheiro, eles usam as instalações de um restaurante próximo dali.

“Os fãs nos conhecem melhor do que nós mesmos. Eles sabem onde estamos, o que fazemos e nos mandam cartas maravilhosas”, diz Christian, um dos integrantes do RBD, revelando também que até a mania dele de ajustar o relógio de pulso várias vezes ao dia já de conhecimento dos fãs. A devoção ao grupo é a praticamente a mesma em todo o país, no Rio de Janeiro os fãs também fazem vigília em frente ao HSBC Arena. Os cariocas foram além e prepararam um presente especial para a Maite: uma carta de 50 km e mais de 40 quilos, escrita por garotas da cidade.

O Rebelde, entretanto, ainda tenta superar o gosto amargo deixado pela morte de três fãs e 41 feridos em 2006, após uma confusão durante um show em São Paulo, realizado com precária infra-estrutura no estacionamento de um shopping center. “Naquele dia entramos no palco super felizes com a presença do público, mas foi um misto de tristeza pelas mortes que ocorreram. Prezamos pela segurança das pessoas, tanto que paramos o show várias vezes para tentar acalmar o público. Hoje não fazemos mais apresentações como aquelas e só começamos o show ao saber que todos estarão em segurança”, explica Christian.

Ainda em 2006, no auge do sucesso, o grupo retornou ao País e realizou dois mega-shows. Um no estádio do Morumbi para 41 mil pessoas e outro no Maracanã, no Rio de Janeiro, para mais de 70 mil pessoas, dois lugares tradicionalmente reservados para artistas de porte como Madonna, Michael Jackson e U2. O grupo, no entanto, não se considera tão importante assim. “Nós somos apenas jovens com muita sorte. Temos muito que estudar e aprender ainda. Quem sabe um dia a gente possa ser considerado tão importante quanto Madonna ou Michael Jackson. Mas hoje, não”, minimiza.

Em todo caso, os números surpreendem. Com apenas quatro anos o grupo já vendeu mais 22 milhões de discos em todo o mundo e hoje são um dos maiores fenômenos da musica pop latina. Para o show, o RBD promete tocar os sucessos do novo álbum Empezar desde Cero, lançado no ano passado, com os singles Inalcanzable, Sueles Volver e Si No Estas Aquí.

Ronaldinho

Ontem, durante a entrevista concedida ao Fantástico, Ronaldo, vulgo Fenômeno, disse que resolveu encarar o “problema” dos travestis de frente.

Frase do dia

“O Sonho Acabou”
John Lennon, músico

“O Sonho Acabou”
José de Arimatéia, Padeiro

Como Evitar Um Assalto

Em um artigo de Carlos Heitor Cony, publicado na Folha de S.Paulo, no distante ano de 1999, ele transcreve um manual de “Sobrevivência na Selva” escrito por Leon Eliachar. É bem interessante. Se chama Como Evitar Um Assalto.

1) Não sair de casa
2) Não ficar em casa
3) Se sair, não sair sozinho, nem acompanhado
4) Se sair sozinho ou acompanhado, não sair a pé nem de carro
5) Se sair a pé, não andar devagar, nem depressa, nem parar
6) Se sair de carro, não parar nas esquinas, nem no meio da rua, nem nas calçadas, nem nos sinais. Melhor deixar o carro na garagem e pegar uma condução
7) Se pegar uma condução, não pegar ônibus, nem táxi, nem trem, nem carona
8) Se decidir ficar em casa, não ficar sozinho nem acompanhado
9) Se ficar sozinho ou acompanhado, não deixar a porta aberta nem fechada
10) Como não adianta mudar de cidade ou de país, o único jeito é ficar no ar. Mas não num avião.

Curiosamente, o próprio Leon não seguiu os conselhos que deu. Foi assassinado no banheiro de seu apartamento, num prédio do morro da Viúva. O caso dele teria sido passional, ele se apaixonara por uma mulher casada. Chamava-a de “Meu amor passional” - o que foi acima de tudo uma verdade.

De qualquer forma, o Leon poderia ter acrescentado um mandamento aos dez que bolou:
11) Não amar a mulher do próximo nem a própria.

A vida é assim…

… Se num dia sua matéria é capa do caderno, no dia seguinte ela não passa de papel velho para proteger a parede contra a tinta fresca.